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21/12/2009 8h43min
A importância da suplementação mineral.
Em nossa pecuária extensiva, a nutrição tem como base a pastagem e a suplementação. Já abordamos varias técnicas que proporcionam aumento da produtividade através da utilização estratégica dos suplementos. Cabe agora de uma forma mais simples tratar da suplementação básica, composta pelos suplementos minerais. Embora signifiquem cerca de apenas 1% do que o animal consome ao longo do dia, seu fornecimento adequado faz diferença nos índices produtivos. Os volumosos consumidos pelos bovinos, sejam eles pastagem, silagens, cana-de-açúcar e outros alternativos não conseguem suprir as necessidades fisiológicas de consumo de diversos minerais pelos animais. O fósforo se destaca devido às importantes funções que desempenha no metabolismo animal e pela frequência e severidade de suas deficiências nas forrageiras tropicais bem como na maioria dos solos brasileiros, mesmo naqueles considerados de melhor fertilidade. Outros minerais de suma importância desempenham papeis fundamentais e tanto sua carência como níveis muito elevados de ingestão serão cruciais para a saúde e rendimento do rebanho. As misturas minerais são conhecidas como sal mineral em virtude da antiga pratica de fornecer sal branco (chamado sal boiadeiro) aos animais. Como existe um apetite natural pelo sal comum (cloreto de sódio) o mesmo era fornecido antigamente para o custeio do gado - condicionamento aos rodeios e a lida. Dessa pratica veio a idéia de administrar junto ao sal branco os minerais necessários a boa nutrição dos animais, em principio cálcio e fósforo presentes nas farinhas de osso, de ostra, etc. Posteriormente as misturas minerais contendo macro e micro minerais e por ultimo as misturas compostas, contendo vitaminas, proteínas e fontes de energia. As necessidades nutricionais variam de acordo com cada categoria animal, fase de desenvolvimento e são proporcionais ao peso. Devemos estar atentos então para fornecermos uma mistura mineral que complemente a dieta dos animais e proporcione suplementar o mínimo necessário dos elementos nutricionais para o equilíbrio fisiológico de suas funções: sobrevivência, crescimento, ganho de peso, reprodução. Os fatores que influenciam uma correta suplementação mineral estão ligados a uma formulação especifica para a categoria em questão, absorção adequada, o fornecimento, o consumo diário e ainda os níveis nutricionais dos elementos na dieta dos animais, que variam de acordo com o alimento disponível. Como existe uma extensa gama de fornecedores de misturas minerais, com as mais diversificadas linhas de formulação. O importante e procurar sempre fornecedores idôneos, com formulações registradas no Ministério da Agricultura e seguir suas recomendações e indicações para cada categoria. A análise laboratorial dos alimentos fornecidos ou forrageiras consumidas pelos animais permitira determinar as necessidades a serem completadas pela mistura mineral. Quando isso não é possível a recomendação é fornecer misturais minerais que proporcionem uma ingestão mínima diária entre 3 a 4 gramas de Fósforo e em pastagem com teores muitos baixos desse elemento, garantir que a mistura forneça entre 8 a 10 gramas. Para os outros minerais é interessante que a mistura forneça pelo menos 50% das necessidades diárias e em regiões de reconhecida carência de um ou mais elementos, fornecer 100% das necessidades diárias. Alguns elementos são limitantes para a absorção de outros como a relação cálcio/fósforo e outros fatores presentes na dieta podem aumentar ou diminuir a absorção de vários minerais, o que deve ser levado em conta. O fornecimento adequado, deixando a mistura disponível ao apetite dos animais é extremamente importante: quantidade, tamanho e localização dos cochos e a frequência de seu abastecimento serão decisivos. O consumo dependerá do apetite dos animais para a mistura e da boa disponibilidade de palatabilizantes como melaço, farelo de milho e outros presentes na mistura elevam o consumo. Em regiões de água salobra, os animais terão menor apetite para consumir o sal, já que seu apetite por sal branco estará parcialmente saciado. Da mesma forma a concentração de cloreto de sódio na mistura também determinará a quantidade consumida. O mais importante é que o consumo seja medido para avaliar se as necessidades dos animais estão sendo supridas. Animais em fase de adaptação, assim como animais deficientes tendem a consumir mais. É interessante aguardar pelo menos duas semanas para estabilizar o consumo e daí fazer as medições. Outros fatores que influenciam os consumos são a fertilidade do solo e qualidades das forrageiras. No inverno ou estação seca a menor digestibilidade do capim disponibiliza menos mineral e aumenta o consumo. A composição da mistura, forma física dos minerais, bem como disponibilidade de mistura (fresca) também influenciam. O importante é que a suplementação complemente na dieta a quantidade de cada elemento mineral necessária para cada situação de manejo e categoria animal, garantindo bom desenvolvimento seja em que idade ou fase produtiva estiverem os bovinos. |